Anvisa passa a divulgar fila de espera para análise de agrotóxicos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a divulgar em sua plataforma online uma fila de espera atualizada de análise de defensivos agrícolas.
6 de janeiro de 2016 | 19:54

Segundo o órgão, a iniciativa pretende diminuir a burocracia e dar mais transparência sobre o andamento de pedidos para registro de agroquímicos pela indústria, que era feito apenas por PDF solicitado individualmente pelo fabricante. A partir do último dia 21 de dezembro, informa o órgão, as informações toxicológicas sobre vários tipos de registros e autorização para produtos agroquímicos, que são de responsabilidade da agência reguladora, vêm sendo disponibilizadas de maneira pública por ordem de pedido. O nome dos produtos não pode ser visualizado, apenas pelo fabricante a quem interessa o registro.
De acordo com a Anvisa, a análise toxicológica de defensivos agrícolas será realizada conforme a ordem cronológica de protocolo. Alguns processos de análise que possuem previsão legal para serem priorizados, conforme emergência fitossanitária, por exemplo, passarão por tratamento diferenciado na agência, mas ainda assim seguirão o ordenamento cronológico.
Em nota divulgada nesta terça­feira, o Ministério da Agricultura aprovou a medida, que “possibilitará maior previsibilidade ao setor agropecuário e aos fabricantes dos produtos, que agora podem controlar o andamento das demandas em tempo real”, diz a Pasta, por meio de sua assessoria de imprensa.
“Excesso de burocracia não significa cuidado. Cuidado é pedir o necessário, o que, de fato, será eficaz nesses registros”, afirmou a ministra Kátia Abreu, da Agricultura, em nota. “A Anvisa está tentando organizar processos diferenciados e nós queremos dar todo apoio. Não queremos briga entre órgãos. O que queremos é eficiência”, acrescentou.
Kátia Abreu vem travando uma batalha dentro do governo pela agilidade no registro de produtos agroquímicos, enquanto vários ministérios defendem um plano para reduzir o uso desses defensivos no país alegando riscos à saúde humana.
 

Por: Anvisa

Fonte: Valor Econômico em 6 de janeiro de 2016 19:50

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Comentários

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  • Coluna Do Editor

    ...e aqui estamos nós, em 2017!

    Leticia Evelyn Oliva-Cowell
    23 de janeiro de 2017 01:25
    Industria de Alimentos em 2017, nós estaremos acompanhando.